O uso da música como terapia no Brasil

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Desde tempos imemoriais que a música é usada como terapia. Seja de uma forma mais passiva, como recetor, ou de forma ativa, como participante direto na criação de música, o paciente pode beneficiar deste contacto com os sons, ritmos e melodias. No Brasil, este tipo de terapia é conhecido como Musicoterapia. Em 1968 foi criada uma associação que passou a reger e regulamentar as práticas de musicoterapia em território brasileiro: a Associação Brasileira de Musicoterapia.

Começaram a ser ministrados cursos um pouco por todo o lado e, a certa altura, com a popularidade que esta abordagem terapêutica foi ganhando, os diferentes estados criaram associações próprias levando à necessidade da criação de uma entidade que pudesse supervisionar e coordenar o trabalho a nível nacional. Foi assim que a Associação Brasileira de Musicoterapia, baseada no estado do Rio de Janeiro, após revisão dos estatuto,s se tornou em mais uma associação regional e foi criada a União Brasileira das Associações de Musicoterapia que hoje gere todas as associações estaduais.

De acordo com a sua definição, “Musicoterapia é a utilização da música e/ou seus elementos (…) para facilitar, e promover a comunicação, relação, aprendizagem, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, no sentido de alcançar necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas.”

O musicoterapeuta pode tocar ou cantar para o paciente mas isto, normalmente, apenas em casos em que o paciente tem grandes dificuldades motoras. Na maior parte das vezes, será o paciente que acompanhado e/ou instruído pelo terapeuta, irá cantar, dançar ou tocar um instrumento.

Os setores mais comuns em que a Musicoterapia é utilizada são os setores da saúde, desporto, educação e serviços sociais.

Qualquer pessoa poderá usufruir da música como terapia, não sendo necessário saber tocar um instrumento ou cantar “bem”, já que a maior parte do processo se baseia na improvisação.