Impacto da educação moderna na música

Nos anos sessenta e setenta do século passado, o ensino de música era normal nas escolas brasileiras. Com professores formados para o efeito, as crianças e adolescentes eram desde muito cedo expostas à prática de técnicas musicais, leitura de partituras, técnicas instrumentais e canto.

No entanto, em 1971, a educação musical foi sendo eliminada e substituída por uma outra disciplina, mais generalista, chamada “educação artística”. A música passou a ser apenas uma componente bastante superficial na aprendizagem.

Foi apenas em 2008 que o ensino de música nas escolas do Brasil se tornou obrigatório. Existem estudos atuais que apontam para uma melhoria do desempenho acadêmico dos mais jovens, se entre o seu currículo constar a educação musical.

Um estudo recente efetuado pelo departamdownloadento de psiquiatria da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) trouxe resultados surpreendentes. Um grupo de alunos (com idades compreendidas entre os oito e os dez anos), com dificuldades de leitura, foi dividido em dois subgrupos. Enquanto o primeiro foi, durante duas semanas, sujeito a aulas de educação musical, incluindo a prática de um instrumento e o canto, o segundo prosseguiu o ensino normal sem esta adição. No final do estudo, os alunos que tiveram aulas de educação musical demonstravam maior fluência e velocidade de leitura do que o segundo grupo.

O Estado brasileiro pareceu reconhecer a importância da música na educação, tendo apostado na formação de profissionais para lecionarem e acompanharem as crianças e jovens ao longo da sua escolaridade. Desenvolveram-se técnicas e abordagens inovadoras, que colocam o aluno no centro de todo o processo educativo.

A utilização das novas tecnologias veio permitir uma abordagem mais moderna e profissional.

Isto faz com que os alunos com gosto e talento musical cheguem agora à idade adulta com um background sólido, que lhes permite investir em formação superior e, em alguns casos, em carreiras profissionais na música.